quinta-feira, 14 de julho de 2011

Avassaladora

A noite passada
A tive em meus braços
Delicada como a mais bela
Flor do campo,
Minha lua crescente
Que eu adoro ver brilhar,
Amar
Como nunca antes

Sonho e respiro,
Sobrevivo,
Vivo e morro,
Por você

Quando tu estás perto
Não existe mais nada
Somos só “Eu e você”
E o vazio de todo o resto,
Insignificantes e funestos

Você poderia ser minha
Só por mais um dia
E algumas muitas noites,
Iria beijar
Todas as ondas
Que estão do seu mar,
Tocaria o seu corpo com o meu
Tornando um só.
Te vigiando dormindo
Daria-lhe o que de melhor
Eu tenho pra te dar,
O meu amor no meu olhar.

Ah, o amor...
É o sentimento mais sublime,
Singelo e puro,
Que rodeia essa mente pervertida,
Colorida!

Te Amo,
Admiro,
Sou apaixonada,
Te quero,
Todo o meu corpo e mente
Brada por você
Está a sua procura
Não há cura!

Vou continuar,
Vivendo essa morte prematura
E todos os dias
Renovar as esperanças
De te ter
Nos meus braços novamente
Simplesmente,
Amar-te com todas as minhas forças,
Intensidade e mente.

- Merlin

Na Vitrola: Ilegais - Vanessa da Mata

Impossibilidades Possíveis

Ontem pela tarde, corri atrás do vento, procurei por todas as árvores, farejei seu cheiro, senti seu gosto. Erguendo a cabeça tentei olhar para o sol, tomar todo seu brilho, mas consegui apenas despertar minhas lágrimas. A noite queria tocar a lua, sentada na minha janela, estiquei meus braços até sentir muita dor e foi tudo que consegui com isso, muito dor. E é exatamente isso que você representa a impossibilidade num sonho possível, na verdade num sonho recheado de esperanças, visões de um futuro presente num passado.
Sinto-me envolvida nas suas palavras que voam longe e preenchem meu olhar vazio. Palavras ditas e não ditas, palavras presas no coração, engasgadas na garganta, refletidas nos meus olhos. Tu és minha inspiração, não somente por todo meu amor por ti, mas porque somente tu tens o poder de fazer as palavras nascerem, reproduzirem e morrem no meu peito.
O nosso amor voa na poeira de um tempo que não pode mais ser contado na ampulheta. Digo isso porque hoje, estranhamente, ganho dias, meses, quiçá anos, em cada momento que posso estar ao seu lado, olhar nos seus olhos e simplesmente deixar o silêncio tomar conta de nós. Tudo gira tão rápido, tonta me perco entre as estrelas.
Os ponteiros acelerados correm, correm, ultrapassam um ao outro. Eu tiro os óculos e ainda vejo você. A vida é assim, tão sei lá, tão sem você. Hoje ando devagar, caminha é patético depois que aprende-se a voar. Viver sem seu amor ultrapassa o tédio, fico no meio de caminho, olho para os dois lados e não tenho vontade de atravessar a rua.
Não tenho vontade de chegar a casa, porque já não tenho um lar doce lar. Não tenho vontade de ir ao cinema ou ao teatro, porque já não tenho uma boa companhia para esperar na fila e para aquelas discussões acaloradas no caminho de volta. Não tenho vontade de assistir o pôr do sol no Arpoador, porque fica um lugar vago do meu lado. Não tenho vontade de escutar um CD novo, porque não terei para quem indicar a música. Ficar sem você é como comer chocolate meio amargo, paçoca diet. É como beber leite desnatado, refrigerante light. Ficar sem você é o negro, é inodoro, é insípido, é ausência.
Fecho os olhos e seguro na sua mão, agora tudo é um sonho, ilusões falhas que seguro com as duas mãos. Voo sozinha, voo alto, mas meus olhos não deixam de te procurar. Sei que ainda não pude expressar tudo que sinto, já que as palavras me somem, quando sou absorvida pela sua essência.


-Merlin                  

Na Vitrola: Grand' Hotel - Kid Abelha