Sentada entre árvores, a mulher com versos nos olhos ouve um “não” que não lhe cabe nas mãos e não entra em seu coração. Os ventos batem em seu rosto e as palavras tem cheiro de saudade. Caminhando entre flores amarelas, a mulher sente apenas a escuridão cobrir seus olhos.
A outra mulher ainda está sentada no banco, ela exala medo, ela respira incerteza. Essa mulher tem os cabelos negros e os olhos brilhantes, um brilho bonito e breve. Tal beleza é proveniente do tamanho amor oferecido e ofertado e rapidez da sua partida é nascida das interrogações, das idas e vindas do seu coração.
As duas mulheres se olham, se amam. Entretanto algo se quebrou, porém não acabou. A trilha chegou ao fim, a mulher com versos nos olhos encerrou seus passos, mas permanece de pé. A outra mulher, ainda com brilho no olhar, sentada, assiste a tudo, esperando a desistência, a ausência. E a mulher de pé, persiste, resiste, o amor pulsa à flor da pele. O caminho chega ao fim, mas a linha de chagada não é visível.
Elas conversam com olhares, os olhos não são a janela da alma, são a janela do coração. De mãos dadas, elas flutuam, mas não seguem em frente, fazem o caminho inverso e cada lembrança é uma estação. Entre planos, sorrisos e beijos, elas tocam suas recordações, compõem e decompõem velhos sonhos de um amor presente. A caminhada continua, as lágrimas caem no chão e deixam subir o cheiro de terra.
Tudo tornou-se nada e nada tornou-se tudo. O amor antes completo, hoje migalhas. O tempo passa e a mulher com versos nos olhos não vê, ela não sabe quando é noite ou dia, quando é segunda ou quinta. As horas caminham pelo deserto e minutos transformam-se em areia, os pequenos grãos escorrem entre seus dedos e deslizam pelo ar.
No fim do túnel surge outra mulher, uma mulher sem sombra. Ela não pode compreender as lembranças, as recordações, os sorrisos e as lágrimas, os sonhos e os planos, o passado e o futuro, as marcas de um amor. A mulher sem sombra é assim porque não possui passado, ela é vista somente no presente.
A mulher de olhos brilhantes olha, observa o túnel, ela está no meio entre o princípio e o fim. Ela observa a mulher sem sombra, mas como cenário permanente ela ver a mulher com versos nos olhos. A mulher deixa um pouco de seu brilho cai pelo peito e chegar ao coração, seu coração fica totalmente iluminado e transbordando de amor. Mas seu peito agora é deveras pesado e ela já não pode prosseguir assim. A mulher já sem brilho troca passos com a solidão, enquanto é observada pelas duas outras mulheres. O trem está chegando à estação e existe apenas um lugar vago. A mulher a procura do seu brilho olha para os dois lados, olha para as duas mulheres, levantado banco e inicia sua caminhada.
O caminho parece longo e a neblina esconde a verdade. Depois de alguns passos ela pode tocar a alma da mulher com versos no olhar e como água e mar, elas se transformam numa só, mesmo não caminhando mais juntas. A mulher sem sombra se perde pela neblina, na verdade ela nunca mais foi vista, não se sabe se continuou seu caminho ou se mesmo de pé, entrou no trem. O trem partiu e a luz desapareceu na escuridão.
A outra mulher ainda está sentada no banco, ela exala medo, ela respira incerteza. Essa mulher tem os cabelos negros e os olhos brilhantes, um brilho bonito e breve. Tal beleza é proveniente do tamanho amor oferecido e ofertado e rapidez da sua partida é nascida das interrogações, das idas e vindas do seu coração.
As duas mulheres se olham, se amam. Entretanto algo se quebrou, porém não acabou. A trilha chegou ao fim, a mulher com versos nos olhos encerrou seus passos, mas permanece de pé. A outra mulher, ainda com brilho no olhar, sentada, assiste a tudo, esperando a desistência, a ausência. E a mulher de pé, persiste, resiste, o amor pulsa à flor da pele. O caminho chega ao fim, mas a linha de chagada não é visível.
Elas conversam com olhares, os olhos não são a janela da alma, são a janela do coração. De mãos dadas, elas flutuam, mas não seguem em frente, fazem o caminho inverso e cada lembrança é uma estação. Entre planos, sorrisos e beijos, elas tocam suas recordações, compõem e decompõem velhos sonhos de um amor presente. A caminhada continua, as lágrimas caem no chão e deixam subir o cheiro de terra.
Tudo tornou-se nada e nada tornou-se tudo. O amor antes completo, hoje migalhas. O tempo passa e a mulher com versos nos olhos não vê, ela não sabe quando é noite ou dia, quando é segunda ou quinta. As horas caminham pelo deserto e minutos transformam-se em areia, os pequenos grãos escorrem entre seus dedos e deslizam pelo ar.
No fim do túnel surge outra mulher, uma mulher sem sombra. Ela não pode compreender as lembranças, as recordações, os sorrisos e as lágrimas, os sonhos e os planos, o passado e o futuro, as marcas de um amor. A mulher sem sombra é assim porque não possui passado, ela é vista somente no presente.
A mulher de olhos brilhantes olha, observa o túnel, ela está no meio entre o princípio e o fim. Ela observa a mulher sem sombra, mas como cenário permanente ela ver a mulher com versos nos olhos. A mulher deixa um pouco de seu brilho cai pelo peito e chegar ao coração, seu coração fica totalmente iluminado e transbordando de amor. Mas seu peito agora é deveras pesado e ela já não pode prosseguir assim. A mulher já sem brilho troca passos com a solidão, enquanto é observada pelas duas outras mulheres. O trem está chegando à estação e existe apenas um lugar vago. A mulher a procura do seu brilho olha para os dois lados, olha para as duas mulheres, levantado banco e inicia sua caminhada.
O caminho parece longo e a neblina esconde a verdade. Depois de alguns passos ela pode tocar a alma da mulher com versos no olhar e como água e mar, elas se transformam numa só, mesmo não caminhando mais juntas. A mulher sem sombra se perde pela neblina, na verdade ela nunca mais foi vista, não se sabe se continuou seu caminho ou se mesmo de pé, entrou no trem. O trem partiu e a luz desapareceu na escuridão.
- Merlin
Na Vitrola: Se - Djavan
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